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Lei laboral em debate: ministra reúne-se hoje com patrões
Encontro decorre esta tarde em Lisboa com confederações empresariais e UGT para tentar aproximar posições sobre a reforma do Código do Trabalho.
Publicado em 16/03/2026 08:22 • Atualizado 16/03/2026 08:22
Nacional
Ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho

A ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, reúne-se hoje com representantes das confederações empresariais e da UGT para discutir as alterações à legislação laboral propostas pelo Governo.

O encontro está marcado para as 15h00, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa, e surge depois de um apelo do Presidente da República, António José Seguro, para que sindicatos, empresários e Governo retomem o diálogo e encontrem soluções equilibradas para a reforma laboral.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, sublinhou que o executivo pretende esgotar todas as possibilidades de aproximação entre as partes, embora tenha frisado que o processo negocial não se pretende prolongar indefinidamente.

As negociações decorrem no âmbito da Concertação Social e envolvem as quatro confederações patronais — Confederação Empresarial de Portugal, Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, Confederação do Turismo de Portugal e Confederação dos Agricultores de Portugal — além da UGT.

A CGTP, embora tenha assento na Concertação Social, não tem participado nas reuniões técnicas, depois de ter defendido a retirada da proposta do Governo da discussão. Ainda assim, a central sindical anunciou que hoje enviará uma delegação ao ministério para apresentar as suas propostas e posições sobre a legislação laboral.

O anteprojeto de reforma, chamado “Trabalho XXI”, foi apresentado em julho de 2025 e prevê mais de uma centena de alterações ao Código do Trabalho. Entre os principais pontos estão mudanças nas regras de parentalidade, despedimentos, contratos a termo, período experimental e a aplicação de serviços mínimos em determinadas situações.

Segundo o Governo, durante o processo negocial já foi possível alcançar consenso em várias normas, incluindo propostas apresentadas pela UGT. No entanto, algumas medidas continuam sem acordo entre sindicatos e patrões, consideradas sensíveis para as diferentes partes.

Apesar das divergências, o executivo mantém a intenção de submeter a proposta de lei ao parlamento, mesmo que não seja alcançado um entendimento final na Concertação Social.

Fonte e Foto:Lusa

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