A maioria das pessoas que recorre a consultas de médico de família no setor privado já tem um médico atribuído no Serviço Nacional de Saúde (SNS), segundo um estudo divulgado esta segunda-feira.
De acordo com a investigação, muitos utentes optam por procurar cuidados de saúde fora do sistema público, mesmo estando inscritos no SNS, sobretudo para conseguir consultas mais rápidas ou horários mais flexíveis.
O estudo indica que esta tendência tem vindo a crescer nos últimos anos e reflete a procura por respostas mais imediatas para problemas de saúde, numa altura em que os serviços públicos enfrentam pressão assistencial e dificuldades no acesso a consultas em tempo útil.
Apesar de recorrerem ao setor privado, os utentes continuam, na maioria dos casos, a manter ligação ao SNS, utilizando o sistema público para seguimento clínico, exames ou tratamentos hospitalares.
Os investigadores sublinham que os resultados mostram uma complementaridade crescente entre o setor público e o privado, mas também levantam questões sobre a capacidade de resposta do SNS e sobre a necessidade de reforçar o acesso aos cuidados de saúde primários para reduzir a procura fora do sistema público.
Fonte:Lusa / Foto:António Cotrim