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AIE pronta para libertar mais reservas de petróleo se necessário
Após desbloquear 400 milhões de barris, diretor executivo da agência afirma que novas medidas podem ser adotadas para estabilizar os mercados.
Publicado em 16/03/2026 15:36 • Atualizado 16/03/2026 15:36
Nacional

A Agência Internacional de Energia (AIE) está disposta a libertar mais reservas estratégicas de petróleo se a situação nos mercados globais se agravar, afirmou esta segunda-feira, 16 de março, o diretor executivo da organização, Fatih Birol.

Na semana passada, a agência já tinha desbloqueado 400 milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas para responder à pressão crescente nos preços e garantir o abastecimento em face de perturbações internacionais. Birol sublinhou que, embora esta medida tenha ajudado a aliviar temporariamente o mercado, a AIE está preparada para tomar novas iniciativas caso seja necessário, monitorizando de perto a evolução da oferta e da procura.

O diretor executivo destacou que a decisão surge num contexto de instabilidade geopolítica que tem afetado os principais países produtores, bem como o transporte de petróleo em rotas estratégicas. Estes fatores têm levado a uma volatilidade significativa nos preços do crude, com impactos diretos em consumidores, empresas e governos de todo o mundo.

Além disso, Birol salientou que o desbloqueio de reservas estratégicas não substitui políticas de longo prazo, mas funciona como um mecanismo de emergência para reduzir choques nos preços e estabilizar os mercados internacionais. A AIE mantém um acompanhamento contínuo da situação, avaliando também possíveis medidas complementares, em coordenação com os países membros e outras organizações internacionais.

Segundo a agência, qualquer nova libertação de reservas seria cuidadosamente ponderada, de forma a equilibrar a necessidade imediata de abastecimento com a preservação de estoques estratégicos para futuras crises. A monitorização constante e a cooperação internacional são, na visão de Birol, essenciais para garantir a segurança energética global.

Fonte e Foto:Lusa

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