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Portugal não participará militarmente no estreito de Ormuz, afirma Paulo Rangel
Ministro dos Negócios Estrangeiros reforça que a posição é alinhada com a maioria dos Estados-membros da União Europeia
Publicado em 16/03/2026 16:49 • Atualizado 16/03/2026 16:49
Nacional
Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, descartou esta segunda-feira qualquer envolvimento militar de Portugal no Médio Oriente, incluindo no estratégico estreito de Ormuz, afirmando que o país não tem intenções de enviar forças militares para a região.

Em declarações durante uma reunião diplomática em Bruxelas, Rangel sublinhou que esta posição é partilhada pela maioria dos Estados-membros da União Europeia, refletindo uma abordagem coordenada e cautelosa perante a crescente tensão geopolítica na região. “Portugal mantém uma política de neutralidade activa e diplomacia preventiva, contribuindo para a estabilidade internacional através de meios políticos e humanitários, e não militares”, afirmou o ministro.

O estreito de Ormuz é uma das rotas comerciais mais importantes do mundo, responsável por uma parte significativa do transporte global de petróleo, e tem sido foco de tensões recentes entre forças regionais e internacionais. Apesar do aumento das preocupações globais, Rangel insistiu que Portugal seguirá estritamente os compromissos internacionais da União Europeia, evitando qualquer ação militar unilateral.

O ministro reforçou ainda a importância de resolução pacífica de conflitos, cooperação diplomática e respeito pelas normas internacionais, sublinhando que a prioridade de Lisboa é proteger os interesses portugueses e europeus sem recorrer à força militar.

Fonte:Lusa / Foto:Tiago Petinga

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