O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, defendeu que a avaliação de idoneidade e competência — conhecida como processo “fit and proper” — devia ser aplicada não apenas ao setor bancário, mas também às empresas cotadas em bolsa e às públicas.
Macedo explicou que esta prática permite aferir a experiência e capacidade de quem ocupa cargos de direção, analisando o histórico profissional e o desempenho nos últimos anos. Segundo ele, aplicar estes critérios às grandes empresas reforça a transparência, a responsabilidade e a estabilidade na liderança.
Durante a conferência “Tendências e Desafios da Corporate Governance em 2026”, realizada em Lisboa, o responsável sublinhou que o processo “fit and proper” não deve abranger políticos, já que a seleção para cargos públicos segue critérios distintos.
Macedo acrescentou que a aplicação regular destes critérios ajuda a prevenir problemas de gestão e garante que apenas pessoas com idoneidade comprovada e competência adequada ocupem posições de topo. Esta medida, segundo ele, contribuiria para uma governação mais sólida e para reforço da confiança nos mercados.
O debate sobre corporate governance tem ganho cada vez mais destaque, com especialistas a recomendar práticas rigorosas de avaliação como forma de assegurar que grandes empresas sejam geridas de forma responsável e eficiente.
Fonte e Foto:Lusa