A reforma do Ministério da Educação permitiu reduzir em cerca de 50% o número de trabalhadores, segundo o ministro da tutela, que defende que as mudanças tornaram a estrutura mais eficiente e funcional.
A medida resulta de um processo de reorganização administrativa que envolveu a fusão e extinção de vários organismos nas áreas da Educação, Ensino Superior e Ciência, com o objetivo de simplificar o funcionamento dos serviços e eliminar duplicações.
De acordo com o governante, esta reforma não teve apenas como meta a redução de custos, mas também a melhoria da capacidade de resposta do sistema, através de uma estrutura mais ágil e concentrada.
Outro dos efeitos apontados foi a libertação de recursos humanos, nomeadamente professores que estavam em funções administrativas, permitindo o seu regresso às escolas, numa altura em que continua a verificar-se falta de docentes em várias regiões do país.
Apesar das vantagens defendidas pelo Governo, a redução significativa de trabalhadores poderá levantar críticas, sobretudo quanto ao risco de sobrecarga dos serviços e à eventual perda de capacidade operacional.
O executivo considera, ainda assim, que esta mudança representa uma transformação estrutural no funcionamento do Ministério da Educação, apostando numa administração mais enxuta e orientada para resultados.
Fonte:Lusa / Foto:José Sena Goulão