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Carneiro alerta: seria inaceitável excluir o PS da escolha de juízes do Tribunal Constitucional
Publicado em 17/03/2026 22:12 • Atualizado 17/03/2026 22:13
Nacional
Secretário-geral do PS, José Luís Carneiro

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, considerou esta terça-feira inaceitável que o seu partido fique fora da eleição de um dos três juízes do Tribunal Constitucional pelo parlamento. Segundo Carneiro, seria incompreensível que uma maioria de direita, coligada com a extrema-direita, afastasse o PS, sublinhando que tal situação seria igualmente inaceitável se acontecesse ao PSD.

As declarações foram feitas à margem da apresentação do seu novo livro, Vencer os Tempos, na Universidade Lusíada do Porto, ocasião em que reforçou a necessidade de que o PS indique um dos juízes e lembrou que, noutros órgãos externos do parlamento, têm sido possíveis acordos de consenso.

“Imagine-se que o PS estava numa posição maioritária. Caberia na cabeça de alguém tirarmos o PSD do Tribunal Constitucional? Há decisões que não devem sequer passar pela cabeça de quem tem de tomar decisões em momentos sensíveis, como o que estamos a viver”, afirmou Carneiro.

O secretário-geral frisou que, até ao momento, ficará a aguardar “pelo contacto do senhor primeiro-ministro”, sem avançar datas para essa reunião.

Carneiro aproveitou ainda para criticar a proposta do Governo sobre o pacote laboral, considerando que “lança os jovens na precariedade, prejudica a conciliação da vida pessoal e profissional e é especialmente dura com os mais vulneráveis”. O líder socialista defendeu que o país precisa de uma economia mais produtiva, capaz de criar riqueza e de fixar as gerações mais jovens e qualificadas no território.

O secretário-geral do PS destacou ainda a importância de respeitar a concertação social, incluindo todas as partes relevantes, como a CGTP, de forma a garantir que qualquer acordo seja duradouro.

O livro apresentado, Vencer os Tempos, surge como uma reflexão sobre a cidadania informada e os desafios complexos que Portugal enfrenta. Carneiro aponta para a necessidade de um Estado mais eficiente e uma economia capaz de oferecer melhores salários, habitação, saúde e condições dignas de vida para os cidadãos.

Fonte:Lusa / Foto:António Cotrim 

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