A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, declarou esta terça‑feira que o Governo está a trabalhar em várias das reivindicações apresentadas pelos enfermeiros, mas admitiu que não tem soluções para todas as exigências colocadas pela classe profissional.
Num momento em que cresce a tensão em torno das negociações com os sindicatos e com uma greve geral dos enfermeiros marcada para esta sexta‑feira, Ana Paula Martins sublinhou que o executivo tem vindo a analisar alguns dos pontos reivindicados, embora não exista capacidade imediata para satisfazer todas as pretensões.
A governante disse que o diálogo com os representantes dos enfermeiros continua, mas que nem todas as propostas podem ser atendidas de forma imediata, uma vez que algumas implicam reformas profundas no Sistema Nacional de Saúde e no quadro de carreira destes profissionais.
A posição da ministra surge numa altura em que sindicatos como o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) mantêm a paralisação convocada para 20 de março, acusando o Governo de falta de vontade política para resolver questões consideradas antigas e urgentes, como a contabilização de pontos na carreira e o pagamento de retroativos a progressões atrasadas.
Os sindicatos defendem que muitas destas reivindicações pendem há vários anos e que o prolongar das negociações sem respostas concretas reforça a frustração e o desgaste na classe, que continua a enfrentar pressões crescentes no dia a dia dos serviços de saúde.
A ministra reafirmou que o executivo pretende manter o diálogo aberto, mas deixou claro que a resolução total das reivindicações — algumas de natureza estrutural — não será possível de implementar “da noite para o dia”.
Fonte e Foto:Lusa