O debate quinzenal com o primeiro‑ministro Luís Montenegro, marcado no Parlamento para esta quarta‑feira à tarde, deverá voltar a ser fortemente marcado pelas consequências da guerra no Médio Oriente na economia portuguesa e pelos pedidos da oposição para mais medidas do Governo para mitigar esse impacto.
Em discussão estarão os efeitos da escalada dos preços, nomeadamente nos combustíveis e bens essenciais, assim como o impacto previsível do conflito internacional nos custos de vida e nas condições de crédito à habitação. Grupos parlamentares como o Chega e o PS têm considerado insuficiente o desconto aplicado pelo Executivo nos combustíveis, enquanto outros, como o PCP e o Bloco de Esquerda, defendem medidas mais interventivas para controlar preços e proteger os consumidores.
O debate começará com uma intervenção de cerca de dez minutos por parte de Luís Montenegro, seguida pelas perguntas e pedidos de esclarecimento dos partidos por ordem de representatividade parlamentar, num debate que se espera prolongado ao longo da tarde.
Além do impacto da guerra nos mercados energéticos, partidos como a Iniciativa Liberal já agendaram debates de urgência sobre a crise no Médio Oriente e o peso fiscal sentido pelas famílias, enquanto o PCP anunciou uma discussão centrada na escalada de preços em próximas sessões parlamentares.
O encontro de hoje acontece numa altura em que os desafios económicos, energéticos e sociais continuam a estar no centro das preocupações políticas, com a oposição a pressionar o Governo a apresentar respostas mais contundentes no Parlamento.
Fonte:Lusa / Foto:António Cotrim