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Serviços de informações dos EUA dizem que China não planeia invadir Taiwan em 2027
Relatório anual da comunidade de inteligência norte‑americana aponta preferência de Pequim por unificação sem recurso à força, apesar de contínua pressão militar.
Publicado em 19/03/2026 08:33 • Atualizado 19/03/2026 08:33
International

Os serviços de informações dos Estados Unidos afirmaram, em relatório anual divulgado esta quinta‑feira, que a China não está atualmente a planear uma invasão militar de Taiwan em 2027, apesar das crescentes tensões no Estreito de Taiwan e do reforço das capacidades militares chinesas. A avaliação faz parte de um conjunto de análises sobre ameaças globais que a comunidade de inteligência norte‑americana apresenta regularmente ao Governo dos EUA.

Segundo o relatório, embora o Exército de Libertação Popular (PLA) esteja a desenvolver capacidades que poderiam ser utilizadas numa operação militar contra a ilha, os líderes chineses ainda preferem alcançar a reunificação com Taiwan sem recorrer à força, se possível. Também não existe, neste momento, um “calendário fixo” para um eventual uso da força contra Taiwan, acrescentou a inteligência norte‑americana.

A China considera Taiwan parte do seu território e tem intensificado exercícios militares e operações na chamada “zona cinzenta” — ações coercivas abaixo do limiar de uma guerra aberta — com o objetivo de pressionar Taiwan e dissuadir apoios externos à ilha. Taiwan, por seu lado, tem reforçado a vigilância e declarado que continua atenta a qualquer mudança na estratégia de Pequim.

A avaliação norte‑americana surge num contexto em que observadores internacionais já associaram o ano de 2027 a um potencial horizonte em que a China poderia, teoricamente, ganhar capacidades para lançar uma operação complexa contra Taiwan. Apesar disso, o relatório indica que não há intenção declarada nem planos concretos para uma invasão nesse ano, reforçando que a pressão militar se mantém sobretudo através de demonstrações de força e manobras.

O Governo de Pequim ainda não comentou diretamente a avaliação, mas em resposta a relatórios semelhantes o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China tem insistido que as advertências sobre uma invasão iminente são exageradas e fazem parte de uma “teoria de ameaça chinesa” promovida por algumas capitais ocidentais. 

Fonte e Foto:Lusa

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