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“Primeiro-ministro admite défice em 2026 devido a cenário de ‘excecionalidade’”
Luís Montenegro garante que eventual défice não compromete equilíbrio das contas públicas e rejeita “obsessão” por superávites.
Publicado em 19/03/2026 10:58 • Atualizado 19/03/2026 10:58
Nacional
primeiro-ministro, Luís Montenegro

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu esta quinta-feira que o país poderá registar um défice orçamental em 2026, justificando-o como consequência de um cenário excecional, marcado pelos impactos das tempestades recentes e pela crise energética que tem afetado a economia nacional.

Em declarações aos jornalistas à chegada a Bruxelas, para o Conselho Europeu, Montenegro sublinhou que, apesar da possibilidade de défice, Portugal mantém o equilíbrio das contas públicas, graças ao crescimento económico sustentado e ao bom desempenho orçamental registado nos últimos anos.

O primeiro-ministro rejeitou, ainda, que o Governo deva perseguir superávites obsessivamente, em detrimento de apoios necessários ao país. “Não estamos em procedimento de défice excessivo ou de desequilíbrio; apenas reconhecemos que circunstâncias extraordinárias podem gerar défice e, mesmo assim, manter a estabilidade das finanças públicas”, afirmou.

A declaração surge após um período de tempestades e inundações que provocaram prejuízos de centenas de milhões de euros em várias regiões do país, e no contexto de um mercado energético volátil, fatores que justificam, segundo Montenegro, uma gestão fiscal flexível mas responsável.

O Governo garante, assim, que continuará a equilibrar investimento social e estabilidade orçamental, sem colocar em risco a sustentabilidade das finanças nacionais, apesar das dificuldades extraordinárias enfrentadas em 2026.

Fonte e Foto:Lusa

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