O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu esta quinta-feira que o país poderá registar um défice orçamental em 2026, justificando-o como consequência de um cenário excecional, marcado pelos impactos das tempestades recentes e pela crise energética que tem afetado a economia nacional.
Em declarações aos jornalistas à chegada a Bruxelas, para o Conselho Europeu, Montenegro sublinhou que, apesar da possibilidade de défice, Portugal mantém o equilíbrio das contas públicas, graças ao crescimento económico sustentado e ao bom desempenho orçamental registado nos últimos anos.
O primeiro-ministro rejeitou, ainda, que o Governo deva perseguir superávites obsessivamente, em detrimento de apoios necessários ao país. “Não estamos em procedimento de défice excessivo ou de desequilíbrio; apenas reconhecemos que circunstâncias extraordinárias podem gerar défice e, mesmo assim, manter a estabilidade das finanças públicas”, afirmou.
A declaração surge após um período de tempestades e inundações que provocaram prejuízos de centenas de milhões de euros em várias regiões do país, e no contexto de um mercado energético volátil, fatores que justificam, segundo Montenegro, uma gestão fiscal flexível mas responsável.
O Governo garante, assim, que continuará a equilibrar investimento social e estabilidade orçamental, sem colocar em risco a sustentabilidade das finanças nacionais, apesar das dificuldades extraordinárias enfrentadas em 2026.
Fonte e Foto:Lusa