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“Impasse nos órgãos externos: Ventura garante entendimento com Montenegro”
O líder do Chega afirma ter havido entendimento com o primeiro‑ministro sobre a eleição de representantes externos, mas partidos discordam sobre um compromisso conjunto
Publicado em 19/03/2026 12:28 • Atualizado 19/03/2026 12:28
Nacional

O líder do André Ventura, presidente do partido Chega e deputado na Assembleia da República, declarou hoje que manteve conversas com o primeiro‑ministro, Luís Montenegro, sobre o atual impasse nas eleições para os chamados órgãos externos do Parlamento e que, segundo ele, existia um acordo entre ambos.

Ventura afirmou aos jornalistas que já tinha falado com Montenegro sobre a questão e que “havia um entendimento até à última hora”, sugerindo que os dois líderes tinham chegado a um compromisso sobre a indicação dos candidatos para esses cargos que representam a Assembleia da República no exterior.

O presidente do Chega acusou ainda o Partido Socialista de, na sua visão, ter contribuído para a quebra desse entendimento, alegando que teimosia e incompreensão terão impedido a concretização do que foi negociado entre as partes “há dias”.

A posição de Ventura surge no contexto de um debate político mais amplo sobre a composição dos órgãos externos do Parlamento — que incluem representações como o Tribunal Constitucional e outras instâncias que envolvem partidos e decisões institucionais importantes.

Até ao momento, tanto o PSD como o PS têm evitado confirmar a versão de acordo apresentada pelo líder do Chega, e continuam as negociações e conversas entre os partidos para tentar ultrapassar o impasse. O secretário‑geral do PS, José Luís Carneiro, confirmou esta semana que aguarda uma reunião com o primeiro‑ministro para debater precisamente estes temas e desbloquear as eleições para os órgãos externos.

O desenrolar destas negociações pode ter impacto na estabilidade política, especialmente enquanto os principais partidos discutem a formas de consensualizar a representação conjunta da Assembleia da República em instâncias que dependem de acordos multipartidários. 

Fonte e Foto:Lusa

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