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Médico afirma que recusou liderar INEM por falta de garantias sobre helicópteros de emergência
Vítor Almeida disse na comissão parlamentar que a indefinição sobre o serviço aéreo e a ausência de compromissos escritos do Ministério da Saúde o levaram a rejeitar o cargo em 2024.
Publicado em 27/03/2026 09:47 • Atualizado 27/03/2026 09:48
Nacional

O médico Vítor Almeida declarou esta quinta-feira que recusou assumir a presidência do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) em 2024 devido à falta de garantias claras do Ministério da Saúde relativamente ao serviço de helicópteros de emergência médica.

Vítor Almeida, anestesiologista convidado pelo Governo para liderar o INEM de forma interina no início de julho de 2024, explicou perante uma comissão parlamentar de inquérito que considerou essencial obter compromissos escritos sobre a continuidade e operacionalidade do transporte aéreo de emergência antes de aceitar o cargo.

Segundo o médico, sem essas garantias não poderia “destruir” o serviço de helitransporte, que é crucial para respostas rápidas em situações críticas. Por isso, optou por recusar a nomeação poucos dias depois de ter sido convidado, levando o Ministério da Saúde a nomear outro responsável para o cargo.

Almeida afirmou ainda que propôs a refundação não só do INEM, mas de todo o Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), incluindo a criação de uma comissão técnica independente para avaliar e reforçar o sistema.

O debate sobre os helicópteros de emergência em Portugal tem sido complexo. Em 2024, o INEM assegurou a continuidade do serviço através de contratos com operadores existentes, depois de concursos públicos anteriores terem recebido propostas acima do preço base, o que contribuiu para a indefinição que Almeida criticou.

A discussão sobre a estrutura e a lei orgânica do INEM continua a ser tema de debate político e técnico, com diferentes opiniões sobre a melhor forma de garantir um sistema de emergência pré-hospitalar eficaz e sustentável no país. 

Fonte:Lusa / Foto:INEM

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