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Raimundo diz que apoios aos combustíveis são “muito aquém” do necessário
Líder do PCP critica medidas do Governo e acusa executivo de não proteger trabalhadores
Publicado em 28/03/2026 19:03 • Atualizado 28/03/2026 19:03
Nacional
Secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, considerou este sábado insuficientes as medidas aprovadas pelo Governo para responder à subida dos preços dos combustíveis, afirmando que ficam “muito aquém” do necessário.

Em declarações em Lisboa, à margem de uma manifestação de jovens trabalhadores, o dirigente comunista reconheceu que os apoios podem ter algum impacto, mas defendeu que são claramente insuficientes face à dimensão do problema.

Raimundo criticou ainda o facto de o pacote de cerca de 150 milhões de euros não atacar as margens de lucro nos setores dos combustíveis, energia, distribuição e alimentação, acusando o Governo de continuar a fazer recair o peso da crise sobre trabalhadores e jovens.

O líder do PCP deixou também duras críticas ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, acusando-o de querer colocar o país na “Liga dos Campeões” no que toca à pressão sobre salários e ao aumento do tempo de trabalho não pago.

Do lado do executivo, Luís Montenegro tem defendido que as medidas devem ser aplicadas com equilíbrio e prudência, tendo em conta a incerteza provocada pela guerra no Médio Oriente e a necessidade de manter as contas públicas estáveis.

As medidas aprovadas incluem a manutenção do desconto no ISP e novos apoios temporários para setores como transportes, agricultura, pescas, bombeiros, táxis e instituições sociais, com aplicação prevista entre abril e junho.

Fonte:Lusa / Foto:Manuel de Almeida

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