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Greve dos técnicos do INEM tem forte adesão e impacta serviços administrativos
Paralisação decorre por tempo indeterminado, mas serviços de emergência à população estão assegurados
Publicado em 31/03/2026 15:22 • Atualizado 31/03/2026 15:22
Nacional

A greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), iniciada esta terça-feira, está a registar uma forte adesão, segundo estimativas sindicais.

A paralisação incide sobre o trabalho administrativo e é de duração indefinida, com os profissionais a reivindicar a implementação integral dos protocolos que regulam a sua atuação no socorro à população.

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-hospitalar (STEPH), Rui Lázaro, afirmou que os pedidos de esclarecimento sobre os serviços mínimos evidenciam a elevada adesão, apontando para uma quase total paralisação destas tarefas.

De acordo com o dirigente, a greve está a afetar sobretudo o funcionamento interno do INEM, em particular a gestão de registos e a recolha de dados estatísticos, sem comprometer a resposta de emergência aos cidadãos.

Rui Lázaro garantiu que os serviços de socorro continuam assegurados e que a população não deverá sentir impacto direto desta paralisação, embora reconheça consequências ao nível da organização interna do instituto.

O sindicato critica a ausência de respostas por parte do Governo e da administração do INEM, considerando que ainda não houve tentativas concretas de negociação para travar ou suspender a greve.

Em causa estão também protocolos farmacológicos nas áreas da dor, intoxicações e paragens cardiorrespiratórias, que, segundo os técnicos, não estão implementados e limitam a sua capacidade de intervenção.

A estrutura sindical acusa ainda a administração de não cumprir compromissos assumidos anteriormente e alerta que poderão ser avançadas novas formas de protesto caso não haja evolução nas negociações.

A greve surge depois de várias tentativas falhadas de acordo entre o INEM e o sindicato, nomeadamente sobre a definição de serviços mínimos, que acabou por ser decidida por um colégio arbitral.

O STEPH recorda ainda que já existiram anteriores formas de protesto semelhantes, algumas prolongadas, mantendo-se por resolver as principais reivindicações dos técnicos.

Fonte:Lusa / Foto:António Cotrim

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