A descida do IVA dos alimentos seria “capturada por quem produz e distribui”, afirma o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.
A posição foi defendida esta terça-feira no parlamento, durante uma audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública.
O governante explicou que, segundo a literatura económica, reduções deste imposto em bens com preços não regulados tendem a ser absorvidas ao longo da cadeia de valor, não se refletindo no preço final pago pelos consumidores.
A questão foi colocada pelo deputado do Chega, Eduardo Teixeira. Em resposta, Miranda Sarmento afirmou que canalizar esse benefício para os agentes económicos, em vez dos consumidores, é uma decisão política.
A posição surge depois de o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter afastado qualquer alteração ao nível do IVA, quer nos combustíveis, quer no cabaz alimentar.
Na mesma audição, o ministro rejeitou que o Estado esteja a beneficiar com a subida dos combustíveis, explicando que o aumento da receita de IVA é compensado por reduções no imposto sobre os produtos petrolíferos.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, a inflação subiu para 2,7% em março, com os combustíveis a contribuírem para esta evolução.
Fonte e Foto:Lusa