A Polícia de Segurança Pública (PSP) perdeu 437 efetivos em 2025, resultado de um número de saídas muito superior ao de entradas, indica o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).
Segundo o documento, a PSP registou 895 saídas e 458 admissões, passando a contar com 19.661 elementos, entre agentes, chefes e oficiais. A maioria das saídas corresponde a agentes (659), seguindo-se chefes (168) e oficiais (69).
A PSP foi a força de segurança com maior quebra de efetivos no ano passado. A Guarda Nacional Republicana (GNR), com 23.549 militares, também registou um saldo negativo, com 780 saídas e 715 entradas.
Em sentido contrário, a Polícia Judiciária (PJ) reforçou o seu efetivo, que totaliza agora 2.032 elementos, com a entrada de 136 profissionais e a saída de 45. Também a Polícia Marítima apresentou crescimento, passando a contar com 522 elementos, após 51 entradas e 18 saídas.
No total, as quatro forças e serviços de segurança — PSP, GNR, PJ e Polícia Marítima — somam 45.764 elementos, menos 430 do que em 2025.
O RASI, entregue no Parlamento, refere ainda os impactos da atividade operacional. Em 2025, morreu um polícia em serviço, 10 sofreram ferimentos com necessidade de tratamento hospitalar, 755 tiveram ferimentos ligeiros e 549 foram alvo de agressões sem ferimentos.
Os dados evidenciam a pressão sobre os efetivos e as dificuldades na retenção de profissionais, num contexto de exigência crescente para as forças de segurança.
Fonte:Lusa / Foto:António Cotrim