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Ministro responde a contestações sobre Saramago afirmando que alternativa “também é militante do PCP”
Governo rejeita acusações de enviesamento ideológico e garante que decisão sobre leituras escolares é de natureza técnica e ainda não está fechada.
Publicado em 01/04/2026 18:13 • Atualizado 01/04/2026 18:13
Nacional
Ministro da Educação, Fernando Alexandre

O ministro da Educação respondeu às críticas levantadas pelo Partido Socialista relativamente à eventual retirada de José Saramago da lista de leitura obrigatória do 12.º ano, assegurando que não existe qualquer orientação ideológica na proposta em análise.

A questão foi discutida no parlamento durante o debate setorial com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, depois de o deputado socialista Porfírio Silva ter alertado para o que considera ser um padrão de perseguição política a José Saramago por parte da direita, defendendo que as decisões sobre o currículo devem ser exclusivamente pedagógicas.

Em causa está a revisão das aprendizagens essenciais, atualmente em consulta pública, que prevê alterações nas opções de leitura no ensino secundário. No novo modelo, os professores poderão escolher entre obras de diferentes autores, deixando de ser obrigatória a leitura de Saramago no 12.º ano.

Atualmente, os alunos estudam obras do autor como opção, mas a proposta em discussão passa a incluir também outros escritores, como Mário de Carvalho, ampliando o leque de escolha disponível para as escolas.

Na resposta, o ministro Fernando Alexandre procurou tranquilizar as críticas, afirmando que a seleção das obras segue critérios técnicos. Sublinhou ainda que tanto Saramago como a alternativa apresentada partilham, na sua visão, uma ligação ideológica semelhante, afastando a ideia de qualquer enviesamento político na proposta.

O governante reforçou que o processo de revisão das aprendizagens essenciais ainda está em fase de consulta pública, não existindo decisões finais tomadas, e destacou que a discussão visa melhorar o sistema educativo, mantendo a valorização da literatura portuguesa.

Fonte:Lusa / Foto:António Cotrim

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