As operações de segurança rodoviária da PSP e da GNR durante o período da Páscoa provocaram 13 mortos e cerca de dois mil acidentes em todo o país, segundo os dados divulgados pelas autoridades.
Ao longo de oito dias, a PSP registou 1.304 acidentes, dos quais resultaram três vítimas mortais, 19 feridos graves e 457 feridos ligeiros. As mortes ocorreram em Sintra, Vila Nova de Gaia e Almada, envolvendo uma colisão, um atropelamento e um despiste.
Já a GNR contabilizou 402 acidentes na sua área de intervenção, com 10 mortos, 15 feridos graves e 110 feridos ligeiros. Entre os casos mais graves está uma colisão em Alvalade do Sado, no distrito de Setúbal, que causou a morte a quatro pessoas da mesma família.
Segundo as autoridades, todas as vítimas mortais resultaram de colisões ou despistes. Foram ainda registados acidentes fatais em locais como Ourém, no distrito de Santarém, e em Portalegre.
No âmbito da operação “Polícia Sempre Presente: Páscoa em Segurança 2026”, a PSP efetuou 836 detenções, das quais 469 por crimes rodoviários. Destas, 256 deveram-se à condução sob o efeito do álcool e 163 por falta de habilitação legal para conduzir.
Foram ainda detidos 59 suspeitos por crimes contra a propriedade, como furtos, roubos e burlas, e 92 por tráfico de estupefacientes, tendo sido apreendidas mais de 11 mil doses de droga. No mesmo período, registaram-se 332 ocorrências de violência doméstica, com 16 detenções.
Durante as ações de fiscalização, a PSP controlou quase 15 mil condutores e mais de 38 mil viaturas por radar, tendo levantado mais de quatro mil contraordenações, sobretudo por excesso de velocidade, falta de inspeção e ausência de seguro.
Também a GNR intensificou a fiscalização, tendo controlado mais de 13 mil condutores. Foram detidas 81 pessoas por conduzirem com excesso de álcool e outras 30 por falta de carta. No total, foram registadas 2.385 infrações rodoviárias, com destaque para o excesso de velocidade e falta de inspeção periódica obrigatória.
As autoridades reforçam o apelo à prudência nas estradas, sobretudo em períodos de maior circulação, sublinhando que comportamentos de risco continuam a estar na origem da maioria dos acidentes.
Fonte:Lusa / Foto:José Coelho