Os incêndios em habitações provocaram 37 mortes em 2025 em Portugal Continental, o valor mais elevado desde 2022, segundo o mais recente anuário da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil).
De acordo com o relatório, o número de incêndios em edifícios também aumentou, registando um total de 6.709 ocorrências no último ano, o que representa um crescimento de 6,5% face ao período anterior.
No total, os incêndios urbanos resultaram em 37 vítimas mortais, 139 feridos graves e mais de mil feridos ligeiros, além de centenas de pessoas assistidas pelas autoridades.
O documento destaca ainda que, desde 2020, a média anual de vítimas mortais devido a incêndios em ambiente urbano tem rondado as 35 pessoas, com o pico registado em 2022.
A maioria dos incêndios ocorreu em edifícios em utilização, sendo a região Norte e a área de Lisboa e Vale do Tejo as mais afetadas. A Grande Lisboa destacou-se como a zona com mais ocorrências em habitações no último ano.
Segundo a Proteção Civil, os incêndios são mais frequentes nos meses de inverno, com dezembro e janeiro a registarem o maior número de casos, coincidindo com temperaturas mais baixas.
O relatório indica ainda que foram investigados vários incêndios urbanos, tendo resultado na detenção de 42 pessoas por crime de incêndio.
A Proteção Civil sublinha a importância da prevenção e alerta para o impacto dos falsos alarmes, que continuam a mobilizar meios de emergência e recursos significativos ao longo do ano.
Fonte:Lusa / Foto:Direitos Reservados