MENU
Papa Leão XIV apela ao diálogo imediato após intensificação de ataques na Ucrânia
Publicado em 19/04/2026 14:13 • Atualizado 19/04/2026 14:16
International
Papa Leão XIV

O Papa Leão XIV manifestou hoje, em Luanda, a sua profunda preocupação face ao agravamento do conflito na Ucrânia, apelando a que se silenciem as armas em favor da via diplomática. Durante a celebração da missa na esplanada do Kilamba, no âmbito da sua visita oficial a Angola, o Pontífice lamentou a recente escalada de violência e o impacto devastador dos bombardeamentos sobre as populações civis, instando as partes envolvidas a escolherem o caminho do diálogo sincero.

O líder da Igreja Católica aproveitou o momento da oração do *Regina Caeli* para enviar uma mensagem de solidariedade ao povo ucraniano, que descreveu como "martirizado" pela continuidade da guerra. Leão XIV sublinhou que a persistência das hostilidades apenas contribui para o aprofundamento do sofrimento humano e para a destruição de infraestruturas essenciais, reiterando que a paz nunca será alcançada através da força militar, mas sim através da negociação política.

Para além do cenário no Leste Europeu, o Santo Padre dedicou também palavras de esperança à situação no Médio Oriente, saudando a trégua recentemente anunciada no Líbano. O Papa classificou este cessar-fogo como um "sinal de alívio" e um passo fundamental para a estabilidade da região, encorajando a comunidade internacional a manter os esforços para que a suspensão das hostilidades se torne definitiva e permita o regresso à normalidade das populações afetadas.

As declarações do Papa surgem num contexto de forte pressão militar na Ucrânia, coincidindo com relatórios que indicam uma intensificação sem precedentes de ataques com mísseis e drones russos ao longo da última semana. A intervenção de Leão XIV em solo angolano reforça a sua posição como mediador moral global, num momento em que os corredores diplomáticos parecem enfrentar dificuldades crescentes em travar o avanço do conflito.

Fonte: Agência Lusa / Foto:José Sena Goulão 

 

Comentários