O Comandante Nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) assegurou que não existe qualquer falha na cadeia de comando ou na articulação das forças no terreno. Em declarações recentes, o responsável rejeitou categoricamente as críticas sobre uma suposta falta de coordenação nas operações, embora tenha manifestado uma forte apreensão com o comportamento dos incêndios durante o período noturno.
O dirigente foi perentório ao defender a estrutura operacional, sublinhando que o sistema de resposta está devidamente oleado e preparado para os desafios da época. Segundo o comandante, as acusações de desarticulação não correspondem à realidade das operações, garantindo que a hierarquia e a estratégia de combate permanecem sólidas, focadas na eficácia e na proteção das populações.
No entanto, a maior preocupação manifestada prende-se com a alteração do comportamento dos fogos após o pôr do sol. O que historicamente era um período de "trégua" para os operacionais — devido à descida das temperaturas e ao habitual aumento da humidade — tornou-se agora um intervalo crítico e de elevada perigosidade.
O comandante explicou que as atuais condições climatéricas permitem que o fogo mantenha uma intensidade elevada mesmo sem a radiação solar direta. Esta nova realidade dificulta o combate, uma vez que a visibilidade reduzida durante a noite aumenta exponencialmente o risco para os bombeiros e limita o uso de meios aéreos, exigindo um esforço redobrado das equipas apeadas.
Fonte:Lusa / Foto:António Cotrim