Um grupo de médicos e especialistas em Imunoalergologia manifestou uma preocupação crescente relativamente às dificuldades que os doentes alérgicos enfrentam no sistema de saúde nacional. O alerta incide sobre as barreiras burocráticas e os significativos atrasos no diagnóstico e acompanhamento, fatores que estão a comprometer seriamente o controlo de patologias como a asma, a rinite e as alergias alimentares.
De acordo com os clínicos, o tempo de espera para consultas de especialidade e a dificuldade de acesso a exames de diagnóstico específicos são os principais obstáculos identificados. Estes atrasos impedem que os doentes iniciem tratamentos adequados atempadamente, o que resulta, muitas vezes, numa deterioração da sua qualidade de vida e num aumento de episódios de urgência que poderiam ser evitados.
Os especialistas sublinham que a falta de uma rede de cuidados mais ágil e a escassez de recursos em certas zonas do país estão a criar desigualdades no tratamento. Para a comunidade médica, é urgente rever os circuitos de referenciação e garantir que o doente alérgico não fique perdido em processos administrativos, assegurando que as terapêuticas mais avançadas cheguem a quem delas necessita sem demoras injustificadas.
O apelo final dos médicos foca-se na necessidade de uma melhor articulação entre os cuidados de saúde primários e a especialidade de Imunoalergologia. Defendem que apenas com um reforço do investimento e uma reorganização dos serviços será possível eliminar as barreiras atuais, garantindo um acesso mais rápido, justo e eficiente para todos os pacientes.
Fonte e Foto:Lusa