Lisboa, 06 de maio de 2026 — O líder do Chega reafirmou esta quarta-feira, no Parlamento, que a descida da idade da reforma é uma exigência central para o seu partido viabilizar as novas alterações laborais. Segundo as declarações recolhidas pela agência Lusa, André Ventura rejeitou que a medida seja "irrealista", defendendo que os portugueses trabalham "tempo demais" e que é necessário inverter este ciclo.
O líder partidário aproveitou a ocasião para responder às críticas do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, que classificou a proposta como absurda. De acordo com a informação avançada pela Lusa, Ventura desvalorizou as críticas, contrapondo que o verdadeiro "absurdo" reside na elevada carga fiscal e nos impostos indiretos que sobrecarregam os trabalhadores e as empresas. "Acredito que isto tem de ser levado até ao fim", sublinhou o deputado.
A par desta condição nas leis do trabalho, Ventura anunciou que o partido avança já amanhã com a sua proposta de revisão constitucional. Conforme relatado aos jornalistas, o presidente do Chega manifestou esperança de que o processo mobilize o centro-direita e o PS, pretendendo levar a debate temas como a redução do número de deputados, a prisão perpétua e a criminalização do enriquecimento ilícito.
A notícia, acompanhada pela agência Lusa, refere ainda que o pacote de alterações à Lei Fundamental inclui a "despartidarização do Estado" e a introdução dos direitos dos animais, sinalizando a estratégia política do partido para esta legislatura.