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Exercício deteta fragilidades nos helicópteros Black Hawk da Força Aérea
Publicado em 06/05/2026 20:04
Nacional
Foto:Estela Silva / Lusa

Viseu, 06 de maio de 2026 — O exercício europeu de proteção civil "PT EU MODEX 2026", a decorrer no distrito de Viseu, permitiu identificar a necessidade de ajustes operacionais nos novos helicópteros Black Hawk da Força Aérea Portuguesa. Segundo avançou a agência Lusa, o Comandante Nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, admitiu que o sistema de abastecimento destas aeronaves é uma das fragilidades detetadas que exige correção imediata.

A questão técnica prende-se com o facto de os Black Hawk utilizarem um "belly tank" (tanque ventral acoplado), ao contrário do sistema de balde suspenso por cabo comum noutros meios aéreos. De acordo com a informação avançada pela Lusa, esta característica altera a metodologia de recolha de água e a aproximação aos pontos de abastecimento, obrigando a uma "afinação" nas táticas de combate antes da época mais crítica de incêndios.

Mário Silvestre explicou aos jornalistas que o exercício serve precisamente para expor estes cenários complexos e identificar falhas que, de outra forma, só surgiriam em contexto de emergência real. Conforme relatado pela agência noticiosa, o comandante desvalorizou a gravidade da situação, tratando-a como uma oportunidade de melhoria inerente à introdução de um meio aéreo novo no dispositivo nacional.

O exercício internacional, organizado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), envolve mais de 700 operacionais de vários países europeus. O objetivo, segundo a Lusa, é testar a interoperabilidade e a resposta conjunta a incêndios rurais de grandes dimensões, garantindo que meios como os Black Hawk — que operam este ano pela primeira vez — estejam totalmente integrados no sistema de socorro.

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