[Lusa]O Presidente francês, Emmanuel Macron, elevou o tom perante a crescente instabilidade no Médio Oriente, condenando firmemente os recentes ataques ocorridos na região do Golfo. Como resposta estratégica e sinal de dissuasão, a França anunciou o envio do porta-aviões Charles de Gaulle para as águas do Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais vitais do mundo.
A decisão, confirmada pelo Palácio do Eliseu, surge num momento de elevada tensão internacional e após o porta-aviões ter atravessado o Canal de Suez. Para Paris, esta movimentação serve como um aviso claro de que a França, juntamente com os seus aliados, está empenhada em garantir a liberdade de navegação e a segurança das embarcações mercantes que cruzam a região.
O posicionamento francês foca-se na condenação das hostilidades, que Macron classificou como uma ameaça direta à estabilidade global. Paralelamente ao reforço militar, a França continua a defender a criação de uma missão multinacional de segurança em Ormuz, insistindo que esta deve manter-se distinta dos conflitos políticos mais amplos entre Washington e Teerão.
Com esta medida, a França assume um papel central de mediação armada, utilizando a sua capacidade naval para monitorizar o tráfego marítimo e prevenir novos bloqueios, ao mesmo tempo que apela a todas as partes para que tratem a segurança da navegação como uma prioridade isolada dos restantes diferendos diplomáticos.