A Rússia manifestou este sábado fortes reservas quanto à viabilidade de prolongar a trégua de três dias na Ucrânia, tal como sugerido pelo Presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo o conselheiro presidencial russo, Yuri Ushakov, as expectativas de Washington são "infundadas", uma vez que qualquer decisão depende de todas as partes envolvidas no terreno e não apenas da vontade norte-americana.
De acordo com as declarações de Ushakov, avançadas pela agência Lusa, Moscovo sublinha que o atual cessar-fogo foi decretado especificamente para assinalar o Dia da Vitória. Embora Trump tenha defendido uma "extensão significativa" da paragem dos combates e planeie novos contactos com Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, o Kremlin mantém-se cauteloso.
Relativamente à troca de prisioneiros, a presidência russa confirmou que os preparativos já estavam em marcha antes mesmo da pausa nos combates. No entanto, Moscovo alega ainda aguardar uma resposta de Kiev após o envio das listas de nomes, um processo que reconhece poder "levar algum tempo".
O governo russo clarificou ainda que o atual diálogo se limita à gestão do cessar-fogo temporário, não existindo um calendário para a retoma das negociações de paz. "Por enquanto, ninguém falou sobre negociações; há uma pausa e nenhum acordo foi alcançado sobre a próxima ronda", frisou o conselheiro, reforçando que a prioridade imediata é o cumprimento do período de não-agressão em vigor.