TAIPÉ (Lusa) – O ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan, Lin Chia-lung, reafirmou hoje a sua convicção no “desenvolvimento estável” da aliança estratégica com Washington. O posicionamento surge num momento de grande espetativa diplomática, antecedendo a visita de Estado do Presidente Donald Trump à China, agendada para os dias 13 a 15 de maio.
Em declarações à agência de notícias CNA, o chefe da diplomacia taiwanesa garantiu que o governo de Taipé está a acompanhar "de perto" todos os preparativos para o encontro entre os líderes das duas maiores potências mundiais. Lin sublinhou que a comunicação com a Casa Branca é "constante" e que os Estados Unidos têm reiterado, em diversas ocasiões, que a sua política de apoio à ilha não sofrerá alterações.
A importância do tema foi reforçada pelo Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que confirmou que o estatuto de Taiwan será um dos pontos fulcrais na agenda de discussões em Pequim. Rubio sublinhou que ambos os lados compreendem a gravidade da questão e que não é do interesse de Washington ou de Pequim permitir qualquer cenário desestabilizador na região.
Pequim, por sua vez, continua a classificar Taiwan como uma "parte inalterável" do seu território, tendo o ministro Wang Yi alertado recentemente que este dossiê representa o "maior ponto de risco" nas relações bilaterais. No entanto, Taiwan mantém-se firme na sua posição de que apenas os seus 23 milhões de habitantes têm legitimidade para decidir o futuro político da ilha.
Apesar da pressão chinesa, o governo taiwanês encara esta cimeira com tranquilidade, apoiando-se no compromisso histórico e legal dos Estados Unidos em fornecer os meios necessários para a autodefesa do território, uma posição que Marco Rubio indicou ser bem compreendida pela liderança na China.