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União Europeia prepara luz verde para sanções contra colonos violentos na Cisjordânia
Publicado em 11/05/2026 08:35
International
@Lusa

BRUXELAS (Lusa) – A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, manifestou esta segunda-feira, 11 de maio de 2026, uma forte expectativa de que os ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco alcancem hoje um acordo político para sancionar colonos violentos na Cisjordânia. A medida, que esteve bloqueada durante meses, deverá finalmente avançar após a mudança de governo na Hungria.

A viabilização das sanções tornou-se possível com a saída de Viktor Orbán do poder e a tomada de posse, no passado sábado, do novo executivo liderado por Péter Magyar. Com o fim do veto húngaro, Bruxelas ganha margem de manobra para punir indivíduos envolvidos em ataques contra populações civis na região, embora Kallas tenha admitido que ainda não existe consenso para medidas mais drásticas, como a proibição total de comércio com os colonatos, proposta por França e Suécia.

Paralelamente à questão palestiniana, os chefes da diplomacia europeia têm hoje em cima da mesa o agravamento da crise no Médio Oriente. Em discussão está o reforço da Operação Aspides, que poderá ver o seu mandato alargado do Mar Vermelho para o Estreito de Ormuz. O objetivo seria apoiar operações de desminagem e escolta de navios mercantes numa zona vital para o abastecimento energético europeu, atualmente sob bloqueio.

Questionada sobre as recentes declarações de Donald Trump, que rejeitou a resposta do Irão ao plano de paz norte-americano, Kaja Kallas reiterou o compromisso da UE com a "solução diplomática". A chefe da diplomacia revelou que o bloco está em articulação direta com o Paquistão — que atua como mediador — e com os países do Golfo para tentar travar a escalada das hostilidades.

Para a Alta Representante, a prioridade imediata da Europa é o cessar-fogo e a reabertura das rotas marítimas, embora reconheça que as ameaças do regime de Teerão, que incluem o programa de mísseis balísticos e atividades híbridas em solo europeu, exigirão um diálogo de longo prazo que ultrapassa a vertente nuclear.

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