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Infarmed ordena avaliação de riscos no abastecimento de medicamentos
Publicado em 13/05/2026 09:58
Economia
Foto:Direitos Reservados

(Lusa) - A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) emitiu uma diretiva dirigida a todos os agentes económicos do setor farmacêutico para que avaliem, com caráter de urgência, os potenciais riscos indiretos da instabilidade no Médio Oriente nas cadeias de fornecimento. A medida visa antecipar possíveis ruturas em produtos críticos e identificar a dependência excessiva de fornecedores ou matérias-primas provenientes daquela região em conflito.

Em nota oficial, o regulador solicita a fabricantes, importadores e distribuidores por grosso que reforcem os mecanismos de monitorização dos seus níveis de stock. O Infarmed exige que qualquer constrangimento, atual ou previsível, que possa comprometer a disponibilidade de medicamentos ou dispositivos médicos no mercado nacional, seja comunicado "com a maior brevidade possível".

Esta posição surge após reuniões estratégicas realizadas entre o regulador e as principais associações do setor, como a APORMED e a representante da indústria de genéricos e biossimilares. Embora o Infarmed assegure que, até meados de abril, não tinham sido reportadas ruturas de abastecimento, a autoridade admite que a continuidade logística no mercado europeu poderá sofrer perturbações significativas caso o conflito se prolongue.

Para mitigar estes riscos, o Infarmed manifestou disponibilidade para dar "máxima prioridade" à avaliação de processos relacionados com o registo de novos fabricantes, facilitando a diversificação de fontes de abastecimento. Em paralelo, o regulador solicitou às empresas uma análise detalhada sobre o impacto da subida dos preços de materiais essenciais — como plásticos e alumínio — e dos custos de transporte, que a indústria farmacêutica já considera que terá um impacto "inevitável" no preço final dos produtos.

A Autoridade do Medicamento garante que continuará a acompanhar a evolução da situação em estreita articulação com as instâncias europeias, adotando as medidas necessárias para salvaguardar a proteção da saúde pública e a continuidade do acesso dos cidadãos aos cuidados de saúde.

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