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Ministro mexicano da Economia viaja a Washington para negociações sobre T-MEC
Marcelo Ebrard tenta blindar os interesses do país após Donald Trump travar a extensão automática do acordo e impor avaliações anuais obrigatórias.
Por Redação
Publicado em 07/07/2026 06:32
Economia
@Lusa

Cidade do México, 07 jul 2026 (Lusa) – O ministro da Economia do México anunciou que se desloca hoje para Washington com o objetivo de alinhavar os preparativos para a segunda ronda de negociações da revisão do T-MEC, o tratado de livre-comércio que une o México, os Estados Unidos e o Canadá.

Através de uma mensagem publicada nas suas redes sociais, Marcelo Ebrard confirmou a deslocação à capital norte-americana, onde assumirá a defesa direta dos interesses comerciais mexicanos. A urgência da viagem surge como resposta imediata à decisão de Washington, comunicada a 1 de julho, de recusar a prorrogação automática do pacto nos moldes atuais, forçando os três países parceiros a submeterem-se a um exigente processo de auditorias e revisões anuais.

Apesar do revés imposto pela administração de Donald Trump — que descartou estender a vigência do documento por mais 16 anos —, a Presidente do México, Claudia Sheinbaum, fez questão de transmitir uma nota de otimismo. A chefe de Estado garantiu que as conversações trilhadas nesta primeira revisão anual estão "muito avançadas" e assegurou aos investidores privados que o México continua a ser um destino seguro, uma vez que a validade legal do tratado comercial está blindada, pelo menos, até ao ano de 2036.

Sheinbaum rejeitou ainda em absoluto as críticas internas de que o seu executivo tenha conduzido uma má estratégia negocial com a Casa Branca, apontando que o Canadá se encontra numa posição negocial "ainda mais desfavorável" do que a mexicana. O T-MEC, que entrou em vigor em 2020 para substituir o histórico NAFTA, prevê que os três signatários possam reativar a extensão de longo prazo a qualquer momento, desde que consigam sanar as queixas comerciais que motivaram este impasse. Contudo, a fasquia mantém-se elevada, dado que Donald Trump tem vindo a endurecer o discurso protecionista, chegando a declarar que os EUA "não precisam de nada" dos seus vizinhos do continente.

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