Braga, 03 jul 2026 (Lusa) – A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, destacou hoje a capacidade de Portugal em fixar trabalhadores estrangeiros com maior qualificação, o que se traduz num impacto financeiro muito positivo para os cofres do Estado. Segundo a governante, o valor médio das contribuições dos cidadãos imigrantes para a Segurança Social registou um crescimento expressivo de 34% entre abril de 2024 e abril de 2026.
As declarações foram feitas em Braga, à margem de uma visita a uma fábrica de componentes modulares para a construção civil, em Padim da Graça. Na perspetiva de Palma Ramalho, o aumento acentuado do volume de descontos comprova que os novos residentes estão a auferir salários mais altos. A ministra aproveitou a ocasião para revelar que, no fecho do ano passado, Portugal registava um acréscimo de 45 mil imigrantes face ao período homólogo de 2024, confirmando a manutenção de um saldo migratório claramente positivo.
Esta reação surge na sequência de uma peça jornalística avançada pelo semanário Expresso, que apontava para a saída do mercado de trabalho formal de mais de 162 mil imigrantes por conta de outrem em 2025, levantando a suspeita de que tivessem abandonado o país ou caído na economia informal. Sem desmentir a veracidade estatística do indicador, a ministra considerou que os dados foram apresentados de forma descontextualizada.
Rosário Palma Ramalho defendeu que a análise dos fluxos migratórios deve ser realizada com base em períodos anuais e não através de flutuações mensais. Deixando uma mensagem de "grande tranquilidade" aos parceiros sociais e à opinião pública, a titular da pasta do Trabalho enfatizou que o modelo atual de atração de talento está a funcionar de forma eficaz e que o aumento do valor médio descontado por cada trabalhador estrangeiro representa um avanço estrutural muito significativo para a sustentabilidade do sistema público de pensões.