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Moçambique quer otimizar comunicação após alertas de eventos climáticos
Publicado em 14/05/2026 16:43
International
@Lusa

Maputo, 14 de maio de 2026 (Lusa) — O Governo moçambicano, através do Instituto Nacional de Meteorologia (Inam), lançou hoje a iniciativa ‘ActionFirst’, um projeto que visa acelerar a eficácia da comunicação em situações de fenómenos meteorológicos extremos. O objetivo central é garantir que os avisos prévios não só cheguem às populações, mas sejam compreendidos e transformados em ações imediatas para salvar vidas e bens.

Adérito Aramuge, diretor-geral do Inam, sublinhou durante o lançamento em Maputo que existe atualmente uma "brecha de comunicação" entre a emissão técnica da previsão e a reação do consumidor final. "Por mais que a previsão seja correta, se o cidadão não tomar uma ação, o trabalho para salvar vidas torna-se inválido", explicou o responsável, defendendo a necessidade de simplificar a informação meteorológica.

O projeto ‘ActionFirst’ será também implementado no Zimbabué e no Maláui. A primeira fase, que decorre até setembro, foca-se no levantamento das necessidades específicas das comunidades e conta com um financiamento de 120 mil libras (cerca de 138 mil euros) por parte do Reino Unido.

A secretária permanente do Ministério das Comunicações e Transformação Digital, Nilsa Miquidade, reforçou que a localização geográfica de Moçambique torna o país extremamente vulnerável a ciclistas e cheias. Para a governante, o grande desafio reside em traduzir previsões técnicas em "avisos acionáveis", combatendo a dificuldade de compreensão que muitas vezes limita a atuação do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Com um histórico de mais de 300 mortos e um milhão de afetados na última época chuvosa, Moçambique coloca agora a comunicação estratégica no centro da sua resiliência climática.

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