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Trump assegura que relações EUA-China estão num bom momento apesar das diferenças
Publicado em 15/05/2026 07:25
International
@Lusa

Pequim, 15 de maio de 2026 (Lusa) — No encerramento da sua visita oficial à China, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou hoje a ideia de que a relação entre Washington e Pequim atravessa uma fase positiva de aproximação, sublinhando que os laços bilaterais continuam a melhorar apesar das divergências estratégicas em dossiers sensíveis como Taiwan e o Irão.

Através das redes sociais, Trump destacou o tom cordial dos encontros com Xi Jinping, referindo que o líder chinês o felicitou pelos sucessos alcançados. Num gesto de elevada simbologia política, os dois líderes reúnem-se hoje para um almoço em Zhongnanhai — o exclusivo complexo adjacente à Cidade Proibida —, uma honra raramente concedida a dignitários estrangeiros e interpretada como um sinal de deferência diplomática por parte de Pequim.

Dossier Irão e Estreito de Ormuz A crise no Médio Oriente dominou grande parte da agenda. Trump revelou ter recebido garantias de Xi Jinping quanto à disponibilidade da China para mediar a reabertura do Estreito de Ormuz, atualmente sob bloqueio iraniano. Pequim, o maior importador de petróleo de Teerão, poderá desempenhar um papel crucial na estabilização dos preços da energia, tendo já sido autorizada a passagem de navios chineses pela zona de conflito.

Segundo um comunicado da Casa Branca, ambos os presidentes defendem um Irão sem armas nucleares e a livre circulação de hidrocarbonetos. Em contrapartida, a China manifestou interesse em aumentar a compra de petróleo aos EUA para reduzir a sua vulnerabilidade face a rotas de abastecimento instáveis.

O alerta sobre Taiwan Contudo, a estabilidade diplomática não esconde tensões latentes. Xi Jinping aproveitou a cimeira para deixar um aviso claro sobre Taiwan, classificando a questão como a mais crítica na relação bilateral. O líder chinês alertou que uma gestão inadequada deste tema por parte de Washington poderá levar ao confronto direto entre as duas potências mundiais, embora tenha utilizado terminologia que aponta para um conflito político e económico, não necessariamente militar.

Esta é a primeira visita de Donald Trump à China desde o seu regresso à Casa Branca, em janeiro de 2025, marcando um novo capítulo na gestão da rivalidade entre as duas maiores economias do mundo.

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