Pequim, 15 de maio de 2026 (Lusa) — O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que Pequim aceitou reforçar significativamente as importações de produtos norte-americanos, abrangendo setores estratégicos como a energia, a aeronáutica e a agricultura. O anúncio surge na sequência de reuniões de alto nível com o seu homólogo chinês, Xi Jinping.
Em entrevista à Fox News, o líder republicano destacou o compromisso chinês na aquisição de petróleo proveniente do Texas, Louisiana e Alasca. "Vamos começar a enviar navios chineses para estes estados; isto é um passo muito importante", sublinhou Trump, realçando o impacto positivo para a balança comercial dos EUA, embora sem detalhar os valores finais dos contratos energéticos.
Boeing e setor agrícola em destaque No setor da aviação, Trump anunciou que a China deverá adquirir 200 aeronaves comerciais da Boeing. Apesar de o número ser inferior às projeções mais otimistas de alguns analistas de mercado, o Presidente sublinhou que a encomenda supera as expectativas iniciais da própria construtora e terá um impacto direto na criação de emprego no país. Kelly Ortberg, líder da Boeing, integrou a delegação empresarial que acompanhou esta visita de Estado.
Paralelamente, o setor agrícola será beneficiado com um investimento chinês "maior do que nunca" na compra de soja, um alento fundamental para os agricultores do Midwest americano.
Diplomacia e simbolismo em Zhongnanhai A visita de Estado, a primeira de Donald Trump à China desde o seu regresso à Casa Branca em janeiro de 2025, encerra hoje com um almoço de trabalho no complexo de Zhongnanhai. O convite para este local histórico, adjacente à Cidade Proibida, é visto por especialistas como um gesto diplomático de proximidade, dada a raridade com que líderes estrangeiros são recebidos no centro do poder chinês.
Além da vertente comercial, a cimeira abordou a crise no Médio Oriente. Segundo Trump, Xi Jinping mostrou disponibilidade para mediar a reabertura do Estreito de Ormuz, atualmente sob bloqueio iraniano — um dossier crítico para a China, que é o maior importador mundial de petróleo daquela região.