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Guterres enaltece acordo para troca de 1.700 prisioneiros no Iémen
Publicado em 15/05/2026 08:00
International
@Lusa

Nações Unidas, 15 de maio de 2026 (Lusa) — O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, saudou o histórico acordo alcançado entre o Governo do Iémen e os rebeldes Huthis para a libertação de quase 1.700 prisioneiros. Considerada a maior operação deste género desde o início da guerra civil em 2014, a medida é vista como um passo "sem precedentes" para a estabilização da região.

Num comunicado oficial, Guterres instou ambas as partes a implementarem o acordo com celeridade e a manterem o esforço para futuras libertações. O diplomata português aproveitou ainda a ocasião para exigir aos Huthis a libertação imediata e incondicional de funcionários das Nações Unidas, diplomatas e membros de ONG detidos arbitrariamente, sublinhando que o pessoal humanitário goza de imunidade e deve exercer as suas funções sem entraves.

Um impulso para a paz no Médio Oriente O pacto, assinado na Jordânia com a mediação do Comité Internacional da Cruz Vermelha, prevê a libertação de 1.100 prisioneiros por parte dos rebeldes e 580 pelo lado governamental. Entre os detidos a libertar encontram-se cidadãos de diversas nacionalidades, incluindo sauditas e sudaneses.

Para António Guterres, este "impulso positivo" deve servir de base para um processo político mais abrangente, mediado pelo Enviado Especial para o Iémen, que conduza a uma solução duradoura para o conflito. A guerra no Iémen, que perdura há mais de uma década, gerou uma das crises humanitárias mais graves do mundo, agravada pela importância estratégica do país no controlo das rotas de navegação no Mar Vermelho.

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