Washington, 15 de maio de 2026 (Lusa) — A CIA confirmou hoje que o seu diretor, John Ratcliffe, realizou uma visita de alto nível a Havana para se reunir com representantes do Governo cubano. O encontro, marcado pelo simbolismo da aterragem do primeiro avião oficial dos EUA na ilha desde 2016, ocorre num momento de crispação máxima devido ao bloqueio energético imposto pela administração Trump.
De acordo com a agência de informações norte-americana, Ratcliffe manteve conversações diretas com o ministro do Interior, Lázaro Álvarez Casas, e com Raúl Rodríguez Castro, conselheiro de segurança e figura influente no regime. Na agenda estiveram temas críticos como a cooperação em inteligência e a segurança regional, com Washington a mostrar abertura para um diálogo económico mais vasto, embora condicionado a "mudanças fundamentais" por parte de Havana.
Havana contesta lista de terrorismo O Governo cubano aproveitou a ocasião para apresentar provas que, segundo o regime, demonstram que a ilha não constitui uma ameaça à segurança nacional dos EUA. Com esta argumentação, Havana intensifica a pressão para ser removida da lista norte-americana de Estados patrocinadores do terrorismo, alegando que a sua permanência na mesma carece de fundamentos legítimos.
Contexto de ameaça militar A visita de Ratcliffe surge num cenário de retórica agressiva. No início do ano, o Presidente Donald Trump ameaçou intervir militarmente em Cuba e aplicar tarifas a qualquer país que forneça petróleo à ilha. Em resposta, o homólogo cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou recentemente que o país está preparado para um cenário de conflito caso a ameaça se concretize. Para analistas, este encontro poderá servir como um canal de comunicação de emergência para evitar uma escalada de consequências imprevisíveis.