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OMS alerta para os riscos do consumo de bolsas de nicotina e exige medidas a governos
Publicado em 15/05/2026 08:27 • Atualizado 15/05/2026 08:27
International
@Lusa

Genebra, 15 de maio de 2026 (Lusa) — A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou hoje um aviso rigoroso sobre o consumo de bolsas de nicotina, apelando aos governos mundiais para que implementem restrições severas que travem a popularização destes produtos, especialmente entre as camadas mais jovens.

Num estudo inédito dedicado exclusivamente a esta temática, a agência das Nações Unidas esclarece que estas pequenas saquetas — colocadas entre a gengiva e o lábio — não são isentas de perigo. A OMS sublinha que a nicotina é "extremamente aditiva e prejudicial", podendo comprometer o desenvolvimento cerebral de crianças e adolescentes, afetando a capacidade de aprendizagem e aumentando riscos cardiovasculares a longo prazo.

Táticas de marketing sob mira O relatório denuncia as estratégias da indústria para atrair o público jovem, apontando o uso de embalagens que mimetizam pacotes de doces e sabores como pastilha elástica. A promoção agressiva em redes sociais e o patrocínio de eventos de grande visibilidade, como festivais de música e a Fórmula 1, são apontados como métodos para "normalizar" o uso da nicotina e mascarar os riscos reais para a saúde.

A Recomendações e o Contexto em Portugal A OMS recomenda um conjunto de medidas robustas, incluindo:

  • A proibição total de publicidade e patrocínios (especialmente através de influenciadores digitais);

  • A restrição severa de sabores e a adoção de embalagens uniformizadas;

  • O aumento da tributação para dissuadir o consumo;

  • Limitação das quantidades de nicotina permitidas por unidade.

Atualmente, apenas 16 países proíbem a venda destes produtos. Em Portugal, foi aprovada recentemente uma proposta de lei que estabelece um enquadramento legal para estas bolsas, proibindo a venda a menores, limitando a concentração de nicotina e eliminando sabores e elementos atrativos.

A organização conclui que, sem uma fiscalização apertada e legislação harmonizada, as bolsas de nicotina poderão tornar-se uma nova porta de entrada para a dependência tabágica global.

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