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José Luís Carneiro acusa Governo de querer “asfixiar” as empresas na reforma laboral
Publicado em 16/05/2026 15:18
Nacional
Foto:António Pedro Santos

BRAGA, 16 de maio de 2026(Lusa) – O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, criticou este sábado a reforma laboral aprovada pelo Governo da AD, acusando o Executivo de avançar com uma proposta que, com o tempo, irá “asfixiar” o tecido empresarial português. À margem da apresentação do seu livro “Vencer os Tempos”, em Braga, o líder socialista defendeu que o país não pode competir com mercados assentes na ausência de direitos.

“Nós não podemos querer competir com as economias asiáticas nem com as economias de regiões onde não há direitos laborais nem há direitos ambientais, porque isso significa uma asfixia. Ou seja, é uma questão de tempo, porque com o tempo as empresas serão asfixiadas”, afirmou José Luís Carneiro em declarações aos jornalistas.

O líder da oposição apontou a redução das sanções para o trabalho informal prevista na proposta, classificando este impacto como “altamente nocivo” e alertando que a tolerância à economia paralela fará o país sucumbir face à concorrência internacional no curto prazo. Carneiro avisou ainda que a contrarreforma vai acentuar a precariedade entre os jovens e abrir caminho à facilitação de despedimentos sem justa causa para trabalhadores com mais de 50 anos.

A contestação do PS deverá traduzir-se na rejeição política do documento na Assembleia da República. A direção socialista já adiantou que o partido votará contra a revisão da legislação laboral na generalidade, caso o diploma do Executivo mantenha as suas atuais "traves-mestras".

Ainda assim, caso o projeto avance com uma eventual aliança entre a AD e o Chega, o PS garante que apresentará propostas de alteração na especialidade. O objetivo, segundo fonte socialista, será reverter as medidas mais contestadas e salvaguardar os direitos laborais, alinhando-se com as posições defendidas pela UGT em sede de Concertação Social.

A proposta de lei em causa foi aprovada na última quinta-feira em Conselho de Ministros e conta, segundo o Ministério do Trabalho, com mais de 50 alterações face ao anteprojeto inicial.

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