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ONU “extremamente preocupada” com ataque junto a central nuclear nos Emirados
Publicado em 17/05/2026 15:50
International
@Lusa

Viena, 17 mai 2026 (Lusa) — O diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, expressou este domingo uma forte apreensão na sequência de um ataque com um veículo aéreo não tripulado registado nas proximidades da central nuclear de Barakah, localizada nos Emirados Árabes Unidos (EAU).

Através de uma declaração partilhada na rede social X, citada pela agência Lusa, o responsável máximo do organismo das Nações Unidas vincou que qualquer ação militar que coloque em risco a segurança de instalações nucleares é totalmente inadmissível. Grossi adiantou ainda ter recebido garantias por parte das autoridades de Abu Dhabi de que os índices de radiação na infraestrutura se mantêm dentro dos parâmetros da normalidade e que não há registo de quaisquer vítimas.

A denúncia oficial do incidente partiu do governo dos Emirados, que confirmou o impacto de um drone responsável por deflagrar um incêndio num gerador de apoio à central de Barakah, situada na região ocidental de al-Dhafra. Até ao momento, o Centro de Emergência de Abu Dhabi não especificou a proveniência do aparelho, e Teerão — que tem conduzido operações militares na região desde o final de fevereiro contra posições com presença norte-americana — escusou-se a comentar o sucedido.

A Autoridade Federal de Regulação Nuclear dos EAU assegurou que o foco de incêndio foi controlado sem comprometer os sistemas vitais da central ou afetar a segurança radiológica, mantendo todas as unidades em pleno funcionamento operacional.

Este episódio surge num ambiente de elevada fricção geopolítica. No sábado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados recorreu a um comunicado para sublinhar que a sua participação no plano de contingência regional face ao Irão se restringe a "ações defensivas" destinadas a salvaguardar a soberania nacional e as infraestruturas estratégicas do país.

A tomada de posição surge em resposta a uma peça jornalística recentemente avançada pelo diário norte-americano Wall Street Journal, que dava conta de alegadas incursões cirúrgicas e confidenciais levadas a cabo pelos Emirados Árabes Unidos em território soberano iraniano, incluindo uma operação que terá visado uma refinaria petrolífera na ilha de Lavan em abril passado.

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