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MNE convocou embaixador israelita para condenar detenção de dois médicos
Publicado em 18/05/2026 23:17 • Atualizado 18/05/2026 23:19
Nacional
Foto:Miguel A.Lopes / Lusa

18 de maio de 2026 (Lusa) — O Governo português convocou hoje o embaixador de Israel em Lisboa para apresentar um protesto formal contra a detenção de dois médicos portugueses. Os clínicos integravam a flotilha humanitária Global Sumud a bordo do navio “Tenaz”, que foi intercetado pelas forças israelitas. Em declarações à Lusa, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, sublinhou que a operação militar ocorreu em águas internacionais, configurando uma clara "violação do direito internacional", e exigiu a rápida reposição da legalidade e a garantia dos direitos dos cidadãos nacionais.

Os clínicos detidos foram identificados pela Ordem dos Médicos como Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias. O bastonário da instituição, Carlos Cortes, reagiu com profunda preocupação, lembrando em comunicado que os profissionais de saúde devem ser protegidos em qualquer cenário e que "nunca podem ser alvo de violência, intimidação ou qualquer forma de condicionamento, independentemente do contexto político ou militar".

Paulo Rangel, que falava à margem de uma reunião com o homólogo jordano, Ayman Safadi, assegurou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros está a acompanhar o caso de forma permanente. Através da embaixada de Portugal em Telavive e dos canais consulares, estão a ser desenvolvidos esforços junto do governo israelita para assegurar a libertação imediata e o tratamento digno dos dois portugueses, prevendo-se novidades e eventuais contactos diretos com os visados nas próximas horas.

A operação israelita não visou apenas os cidadãos portugueses. De acordo com informações avançadas pelo executivo de Madrid, a flotilha transportava também dezenas de espanhóis, estimando-se que entre dez a vinte cidadãos do país vizinho tenham sido igualmente detidos pelas autoridades de Telavive.

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