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Sindicato alerta para pressão comercial após incidentes de “fumes” em aviões
Pilotos dizem que episódios representam risco para a saúde e para a segurança da aviação.
Por Redação
Publicado em 25/05/2026 11:09 • Atualizado 25/05/2026 11:09
Economia
Foto:Cristobal / Lusa

Lisboa, 25 mai 2026 (Lusa) — O presidente do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) alertou hoje para os riscos associados aos casos de “fumes” em aeronaves, defendendo que existe pressão comercial para que os aviões regressem rapidamente à operação.

Na conferência ConfCAQ 2026, em Lisboa, dedicada à qualidade do ar nas cabines, o responsável sindical, Hélder Santinhos, afirmou que estes episódios representam “um problema sério de saúde” para tripulantes e passageiros.

O dirigente recordou ainda um caso de um piloto que abandonou a profissão após um episódio grave a bordo, referindo que os efeitos na saúde podem ser permanentes.

O fenómeno conhecido como “fumes” ocorre quando surgem odores anómalos na cabine ou zonas técnicas da aeronave, podendo provocar sintomas como tonturas ou mal-estar na tripulação.

Segundo o SPAC, a pressão para manter operações e evitar atrasos leva, em alguns casos, à desvalorização de ocorrências que deveriam ser alvo de maior precaução.

Nos últimos meses, registaram-se vários episódios em voos comerciais, incluindo um avião da Azores Airlines em maio e um voo da TAP Air Portugal em março, que teve de divergir devido a suspeitas de “fumes”.

Dados citados na conferência indicam centenas de ocorrências anuais registadas na Europa relacionadas com este fenómeno.

O sindicato defende reforço de acompanhamento médico, maior proteção dos tripulantes e medidas mais rigorosas de manutenção, sublinhando que a segurança deve prevalecer sobre a pressão operacional.

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