Nova Iorque, 02 jun 2026 (Lusa) – O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal inaugurou na segunda-feira, na sede das Nações Unidas, uma exposição da Fundação Oceano Azul que apresenta exemplos concretos de sucesso português na proteção dos oceanos e na gestão sustentável dos recursos marinhos.
A iniciativa decorre na véspera da eleição de novos membros para o Conselho de Segurança da ONU, na qual Portugal é candidato, e reuniu dezenas de diplomatas para uma reflexão sobre políticas de conservação marinha e segurança oceânica.
Durante a cerimónia, Paulo Rangel destacou a intenção de Portugal em reforçar a importância da agenda dos oceanos no contexto internacional, sublinhando que temas como a liberdade de navegação, a proteção ambiental, a preservação das espécies e o combate a atividades ilícitas no mar fazem parte da agenda de segurança global.
O governante afirmou ainda que, caso seja eleito, Portugal pretende colocar a segurança marítima entre as prioridades do seu mandato no Conselho de Segurança, defendendo uma abordagem ampla que inclua dimensões ambientais, criminais e de circulação internacional.
Rangel salientou igualmente o objetivo nacional de proteger 30% das áreas marinhas até 2030, no âmbito da iniciativa conhecida como “30x30”, considerando-a um exemplo concreto do compromisso português com a sustentabilidade.
A exposição, organizada em parceria entre a Missão Permanente de Portugal junto da ONU e a Fundação Oceano Azul, permanecerá aberta ao público até 13 de junho.
Segundo Sérgio Carvalho, diretor adjunto para Assuntos Internacionais da fundação, a mostra pretende demonstrar que é possível atingir metas globais de proteção do oceano através da articulação entre ciência, vontade política e envolvimento das comunidades locais.
A exposição está dividida em duas narrativas principais: “Proteger o que Importa”, centrada em projetos como o Blue Azores e na criação de áreas marinhas protegidas, e “Capacitar a Próxima Geração”, que destaca testemunhos de participantes em programas internacionais ligados à conservação oceânica.
Portugal é candidato a membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU para o biénio 2027/2028, sob o lema “Prevenção, Parceria, Proteção”, disputando os lugares com a Alemanha e a Áustria no grupo da Europa Ocidental e Outros Estados.