Telavive, 02 jun 2026 (Lusa) – O Parlamento de Israel deu esta terça-feira o primeiro passo formal para a sua dissolução, ao aprovar em plenário a proposta inicial de lei que poderá conduzir a eleições antecipadas no país.
A votação contou com a presença de 106 dos 120 deputados do Knesset e o projeto foi aprovado por unanimidade, após ter sido previamente discutido em comissão parlamentar.
A iniciativa partiu da própria coligação governamental liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e ainda terá de ser submetida a mais duas votações antes de entrar em vigor.
Se concluído o processo legislativo, o país poderá realizar eleições entre 8 de setembro e 20 de outubro, dentro do calendário já previsto na legislação eleitoral israelita.
A decisão surge num contexto de instabilidade política dentro da coligação governamental, marcada por divergências entre o Likud e partidos ultraortodoxos, nomeadamente em torno da questão do serviço militar obrigatório para estudantes religiosos.
A crise política tem aumentado a pressão sobre o Governo de Netanyahu, que enfrenta também contestação interna e um cenário político fragmentado, sem sinais claros de uma maioria estável nas sondagens.