Lisboa, 04 jun 2026 (Lusa) — O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) revelou hoje que a paralisação de quarta-feira registou uma adesão de 75,3%. Segundo a estrutura representativa, a forte mobilização demonstra de forma clara que os profissionais dos setores público, privado e social rejeitam as alterações à lei laboral propostas pelo Governo, bem como o novo Acordo Coletivo de Trabalho desenhado pelo Ministério da Saúde.
Em comunicado, o SEP classificou o pacote legislativo aprovado em Conselho de Ministros como um retrocesso que prejudica os direitos laborais e desequilibra as relações de trabalho na saúde. O sindicato aponta o dedo à desregulação dos horários e à falta de conciliação entre a vida pessoal e profissional, sublinhando que estas medidas vão potenciar os conflitos internos nos hospitais e incentivar a emigração de enfermeiros.
A contestação foca-se ainda na ausência de respostas por parte da tutela para problemas crónicos da classe, tais como a falta de pessoal nas instituições, o pagamento de retroativos em falta e a necessidade de um modelo de avaliação de desempenho que seja justo. A greve de 24 horas, que integrou o protesto geral convocado pela CGTP, decorreu com o cumprimento rigoroso dos serviços mínimos obrigatórios, tendo o sindicato assegurado que os enfermeiros continuam prontos para novas ações de luta caso a carreira não seja devidamente valorizada.