A Guarda Nacional Republicana (GNR) já deteve, desde o início do ano, mais de 130 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal em território nacional. Os dados traduzem um reforço expressivo no policiamento e na vigilância das zonas de maior risco, numa altura em que o país enfrenta condições meteorológicas favoráveis à propagação de fogos.
Segundo fontes ligadas às autoridades, a maioria das detenções ocorreu em flagrante delito ou na sequência de investigações céleres efetuadas pelo Núcleo de Investigação de Crimes e Contraordenações Ambientais (NICAD). O perfil dos detidos varia entre a negligência grave — como a realização de queimadas ou o uso de maquinaria em dias proibidos — e o dolo, onde há uma intenção clara de provocar o fogo.
Para além do patrulhamento terrestre e aéreo, a GNR sublinha que a colaboração da população tem sido um pilar fundamental. O alerta rápido através do número de emergência e a partilha de pormenores sobre viaturas ou comportamentos suspeitos junto às manchas florestais têm permitido intercetar os suspeitos antes que as chamas tomem proporções incontroláveis.
As autoridades relembram que o crime de incêndio florestal molda penas de prisão efetiva que podem chegar aos 12 anos, apelando a que se mantenham todos os cuidados redobrados, uma vez que a esmagadora maioria das ocorrências continua a ter origem humana.
Fonte - Lusa