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Seguro pede que não se vejam todas as suas “chamadas de atenção” como críticas
No Luxemburgo, o Presidente da República defendeu a necessidade de consensos políticos alargados para responder à crise demográfica e avisou que o país não suporta "legislaturas encurtadas".
Por Redação
Publicado em 05/06/2026 20:49
Nacional
Foto:Tiago Petinga

Luxemburgo, 05 jun 2026 (Lusa) — O Presidente da República, António José Seguro, apelou hoje a que as suas intervenções públicas sobre os problemas estruturais do país não sejam interpretadas como ataques políticos ao Executivo. O chefe de Estado sublinhou que os seus avisos servem apenas para sinalizar a urgência de resolver debilidades nacionais, rejeitando leituras de confrontação partidária.

"O Presidente da República pronunciou-se, pronuncia-se e vai pronunciar-se muitas vezes sobre a realidade do país", afirmou António José Seguro à margem de um encontro com empresários portugueses, no arranque da sua visita oficial ao Luxemburgo. Reagindo às declarações do primeiro-ministro — que tinha considerado os alertas presidenciais sobre o envelhecimento populacional em sintonia com a agenda do Governo —, Seguro clarificou que apontar falhas "não significa fazer críticas a A, B ou C", mas sim constatar uma realidade que exige resposta.

O Presidente da República voltou a colocar a crise demográfica no centro das preocupações, alertando para a forte pressão que o envelhecimento da população exerce sobre o Serviço Nacional de Saúde e sobre a sustentabilidade da Segurança Social. No entender do chefe de Estado, desafios desta magnitude não podem ficar reféns de ciclos políticos curtos, exigindo pactos de regime que sobrevivam à rotatividade governativa.

"Nós precisamos de ter uma maturidade política que nos faça convergir em soluções duradouras que ultrapassem os prazos de uma legislatura", defendeu, deixando um aviso claro de estabilidade ao afirmar que "o país não aguenta com legislaturas encurtadas e também não aguenta com mudanças políticas permanentemente". Apontando o Luxemburgo como um exemplo de "cultura convergente", António José Seguro insistiu na urgência de Portugal definir estratégias e mobilizar recursos de forma unida em vez de privilegiar a fricção política.

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