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Defesas antiaéreas russas abatem 376 drones ucranianos em 14 províncias
Ofensiva ucraniana sem precedentes atingiu várias zonas do país, provocando uma vítima mortal, incêndios em refinarias e o alerta máximo na cidade de São Petersburgo.
Por Redação
Publicado em 06/06/2026 09:45
International
@Lusa

Moscovo, 06 jun 2026 (Lusa) — As forças de defesa aérea da Rússia neutralizaram uma vaga massiva de 376 drones ucranianos durante a última madrugada, numa operação que abrangeu 14 territórios do país. O Ministério da Defesa russo confirmou a escala inédita da incursão armada ucraniana, que atingiu desde instalações petrolíferas no sul até à periferia da capital e às frentes marítimas no norte.

O ataque causou pelo menos uma vítima mortal na região de Tver, situada a cerca de 200 quilómetros de Moscovo, onde o condutor de um automóvel foi atingido mortalmente pelos destroços de um aparelho abatido. A ofensiva forçou ainda as autoridades de São Petersburgo a ordenarem o confinamento obrigatório da população pela primeira vez desde o início do conflito. O governador local, Alexandr Beglov, utilizou a plataforma Telegram para emitir um aviso drástico aos cidadãos da antiga capital czarista: "Fiquem em casa e não saiam à rua".

A investida ucraniana dividiu-se por vários alvos estratégicos. A província fronteiriça de Briansk foi a mais fustigada em termos numéricos, registando a destruição de 133 drones, enquanto a vizinha região de Leninegrado contabilizou 141 abates civis e militares. Os estragos estenderam-se ao sul de Krasnodar, onde a queda de fragmentos incendiou uma refinaria local, e alcançaram também a península da Crimeia e a província separatista da Abecásia, na Geórgia, local onde Moscovo mantém ativos complexos militares.

Esta campanha retaliatória de larga escala surge na sequência de um aviso explícito deixado na passada quinta-feira pelo Presidente da Ucrânia. Numa carta aberta endereçada ao Kremlin, Volodymyr Zelensky ameaçou intensificar os ataques cirúrgicos à retaguarda russa caso Vladimir Putin recusasse uma proposta para negociações diretas. O líder russo rejeitou liminarmente o diálogo por considerar que este "não faz sentido", ordenando ao seu exército para manter a ofensiva terrestre sobre a bacia do Donbass.

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