MENU
Carros elétricos, solar e gás permitem a Macau cortar emissões de carbono em 2025
Transição para frotas elétricas, aposta no gás natural e novas instalações solares permitiram poupar mais de 59 mil toneladas de emissões de carbono na região.
Por Redação
Publicado em 08/06/2026 09:50
International
Foto:Direitos Reservados

Macau, China, 08 jun 2026 (Lusa) — A Direção dos Serviços de Proteção Ambiental (DSPA) de Macau anunciou esta segunda-feira que o território conseguiu mitigar as suas emissões de dióxido de carbono em 59.167 toneladas ao longo do ano de 2025. O balanço, integrado no relatório anual sobre o estado do ambiente, atribui este desempenho ao crescimento substancial do parque automóvel eletrificado e ao investimento contínuo em energia solar fotovoltaica e gás natural.

De acordo com a autoridade ambiental, o impacto desta poupança carbónica equivale ao volume anual de absorção que seria gerado por quase três milhões de árvores. O principal motor desta transformação fixou-se na mobilidade rodoviária: o volume de automóveis elétricos matriculados no território disparou 34,6% em termos homólogos, fixando um novo teto de 16.339 unidades em circulação.

Os dados estatísticos do último ano revelam que os veículos movidos a bateria já representam 38,5% das novas matrículas emitidas na região, um crescimento sustentado desde 2019. O grande destaque do documento vai para o segmento das duas rodas, onde o plano de incentivos financeiros ao abate de veículos poluentes, lançado em 2022, transformou o mercado: o número de motos elétricas cresceu cerca de 16 vezes face ao período homólogo e a preferência dos consumidores por estes modelos saltou de uns residuais 2% para uma fatia expressiva de 36,8%.

Apesar de o parque automóvel global de Macau ter registado um ligeiro incremento de 0,5% (contabilizando 254.393 viaturas), a densidade rodoviária recuou 1,5%, fixando-se nos 509 veículos por cada quilómetro de via. No plano da infraestrutura energética, o ano de 2025 ficou marcado pelo alargamento da tecnologia solar fotovoltaica, instalada em complexos de habitação social na nova zona artificial de aterro (Zona A), junto ao terminal marítimo da Taipa, e nas instalações da ETAR de Lam Mau.

Atualmente, Macau mantém uma forte dependência externa, importando da China continental mais de 87% da eletricidade que consome, restando ao território uma produção interna de quase 13%. Para consolidar a estratégia de descarbonização, o Executivo estabeleceu como meta para o corrente ano de 2026 elevar a quota de energia limpa fornecida à cidade para metade do bolo total. Para sustentar estas políticas de sustentabilidade e conservação do espaço urbano, a administração de Macau canalizou em 2025 cerca de 2,19 mil milhões de patacas (equivalente a 233,3 milhões de euros), montante que representou 2,2% da despesa pública global do território.

Comentários