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Zelensky Reúne-se com Emissários dos EUA para Desbloquear Diplomacia de Paz
Apesar do foco de Washington no Irão, líder ucraniano procura reativar conversações e prepara terreno para a Cimeira do G7
Por Redação
Publicado em 08/06/2026 22:43
International
@Lusa

Washington, 08 jun 2026 (Lusa) – O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, manteve hoje uma conversa telefónica com os enviados especiais norte-americanos, Steve Witkoff e Jared Kushner. O contacto surge numa tentativa estratégica de Kiev para reativar os canais diplomáticos e encontrar uma saída negociada para a guerra com a Rússia, num momento em que as atenções internacionais parecem dispersas com outras crises globais.

O diálogo ocorreu durante uma escala técnica de Zelensky na Moldova e foi classificado pelo líder ucraniano como "muito positivo". Através das suas redes sociais, o chefe de Estado agradeceu o empenho dos emissários de Washington em trabalhar de forma intensa nas próximas semanas, admitindo, contudo, que a atual fixação da geopolítica mundial na crise do Irão tem colocado o conflito no leste europeu em segundo plano. Ainda assim, Zelensky vincou que a estabilidade na Europa permanece uma prioridade partilhada com os norte-americanos.

A conversa serviu também para alinhar estratégias face à cimeira do G7, que se realiza em meados de junho, em França. Zelensky aproveitou a oportunidade para partilhar dados com os Estados Unidos sobre os próximos passos previstos pelo Kremlin e voltou a insistir na urgência de uma visita oficial de Witkoff e Kushner a Kiev — uma deslocação inédita desde a invasão russa de 2022 e que, segundo o governante ucraniano, tem demorado "demasiado tempo" a concretizar-se devido à agenda de Washington focada no Médio Oriente.

O esforço diplomático surge após várias rondas de negociações mediadas pelos Estados Unidos terem falhado nos últimos meses, deixando o processo num impasse profundo. Na semana passada, Zelensky tentou quebrar a barreira ao propor um encontro direto e bilateral com o presidente russo, Vladimir Putin.

No entanto, a iniciativa foi prontamente recusada por Moscovo. Putin exige que seja assinado um acordo final vinculativo antes de se sentar à mesa com o homólogo ucraniano. As exigências do Kremlin continuam a passar por pesadas cedências políticas e territoriais da Ucrânia, incluindo a entrega total da região de Donetsk, condições que Kiev recusa liminarmente por representarem uma rendição inaceitável.

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